Suvaco da Asa


27/01/2007


NA MÍDIA PERNAMBUCANA

Saiu hoje na coluna Diário Urbano, no Diario de Pernambuco:

Frevo
A capital federal vai cantar ao ritmo de frevo no sábado, dia 3. Neste dia, Brasília vai receber a orquestra de frevo da Bomba do Hemetério e passistas da Escola Pernambucana de Frevo. A turma vai desfilar no bloco pernambucano-candango Suvaco da Asa, pelas ruas (entrequadras) do Setor Sudoeste. Para 2007, o Suvaco da Asa ganhou o apoio da Prefeitura do Recife, que abraçou a idéia e incluiu Brasília no projeto de celebração dos 100 anos do frevo. O projeto já levou a cultura pernambucana a capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Natal e João Pessoa. A orquestra da Bomba do Hemetério participou da trilha sonora do filme A Maquina, de JoãoFalcão.

Escrito por suvaco às 16h36
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10, NOTA 10!!!

Ao contrário da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), o Suvaco da Asa não precisa esperar o Carnaval acabar para fazer apuração. Descomprometidos com modéstia, recebemos nota máxima em todos os quesitos!

Com todo o respeito ao Sambódromo, para acesso ao nosso Passódromo - também projetado por Oscar Niemeyer - não será cobrado ingresso no desfile campeão.

Preocupados com a evolução perfeita - da concentração à Apoteose do Frevo - a sucursal de carnavalescos pernambucanos criou algumas alas para garantir a harmonia (e a simpatia!) do bloco. São apenas sugestões. Aproveite as idéias e crie as suas. São elas:

LIMÃO - Sem química, natural, não causa dependência e nem irritação;

AXILAS DEPILADAS - Cota GLBT. Não temos qualquer preconceito;

BABY CONSUELO - Para feministas, artistas, francesas e afins;

EU RASPO SIM - Os ébrios serão bem-vindos;

LEITE DE ROSAS - Para os mais conservadores. Afinal, são 78 anos de tradição!;

CC - Livre interpretação. Já disseram até que seria Corno Convencido.

Entre uma panfletagem e outra, os suvaqueiros também fizeram aqui uns "versos". Diz uma das diretoras do Suvaco que é para decorar. Aproveite a deixa e faça também os seus versos. Até agora, temos esses:

"Se tiver sujo, passa limão / Se não der jeito, não venha não"

"Você aí, tá na soleira / Venha conosco não fique de bobeira"

"Ô desce aí, venha pra cá / Vem com o suvaco pra rua desfilar"

"Sou cabeluda, tô nem aí / Vim pro suvaco e vou me divertir"

"Eu me depilo, sem preconceito / Tiro a virilha, o suvaco e até o peito"

Se você não cabe em nenhuma delas, não tem problema!

O Suvaco é igual a Neston. Afinal, existem 100 maneiras de preparar uma ala: Invente uma!

Escrito por suvaco às 13h37
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26/01/2007


SUVACO MOSTRA A

A troça carnavalesca mista Suvaco da Asa, que desfila no próximo dia 3, cumpre o orgulhoso dever de exibir a sua diretoria. Todos, com prazer, apresentam a sua suvaqueira.


 


Escrito por suvaco às 14h55
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É MEIO MUNDO DE GENTE

 Hoje ultrapassamos a marca de 1 mil acessos, em apenas duas semanas de blog no ar.

Escrito por suvaco às 11h47
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VAI BOMBAR MESMO

O Suvaco da Asa respeitosamente apresenta a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, que animará o nosso desfile no próximo dia 3 de fevereiro (sábado). O crédito da foto é de Marcelo Lyra.

 

Escrito por suvaco às 11h43
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25/01/2007


A MÍDIA NÃO PÁRA

Deu na coluna social de João Alberto, no Diario de Pernambuco

O bloco Suvaco da Asa, fundado por pernambucanos saudosistas em Brasília, vai ganhar um reforço especial no seu desfile, no dia 3, na capital federal. Através da parceria com a Prefeitura do Recife, a prévia será animada pela Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e por passistas da Escola Municipal de Frevo.

Escrito por suvaco às 12h17
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24/01/2007


DEU NO

Na coluna do Irlam Rocha Lima, caderno de Fim de Semana (Correio Braziliense):

Troça carnavalesca

Originária do Recife, a troça carnavalesca mista Suvaco da Asa se espalha pelo país — na capital, chegou em fevereiro de 2006. Neste ano, o bloco vai desfilar pelas ruas do Cruzeiro Velho e do Sudoeste, no dia 3 próximo, puxado pela orquestra de frevo Bomba do Hemetério, vinda diretamente da capital pernambucana.

Escrito por suvaco às 11h01
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DEU NO


Na coluna da Paula Santana, no Jornal de Brasília:

Bom demais

Mais um bloco promete se tornar hype entre os brasilienses. Chama-se Suvaco da Asa e este ano sai dia 3 de fevereiro no Sudoeste. E tem convidados ilustres: a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e as passistas da Escola Pernambucana de Frevo, que virão de Recife especialmente para a saída do bloco e, em seguida, voltam para lá para abrir o Carnaval recifense, ao lado de Maria Bethania. O bloco tem o apoio da prefeitura local.

Escrito por suvaco às 10h59
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22/01/2007


 

 

 

 

Escrito por suvaco às 19h45
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21/01/2007


UM POUCO DE INFORMAÇÃO

FREVO

A acelerada marcha pernambucana que pôs o Brasil para pular
Tárik de Souza

Dança instrumental, marcha em tempo binário e andamento rapidíssimo. Assim o ensaísta Mário de Andrade sumariza o frevo em seu Dicionário Musical Brasileiro (Editora Itatiaia, reedição, 1989). Derivado da polca marcial, inicialmente chamado "marcha nortista" ou "marcha pernambucana", o frevo dos primórdios trazia capoeiristas à frente do cortejo. Das gingas e rasteiras que eles usavam para abrir caminho teria nascido o passo, que também lembra as czardas russas. Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas. De instrumental, o gênero ganhou letra no frevo canção e saiu do âmbito pernambucano para tomar o país. Basta dizer que O Teu Cabelo Não Nega, de 1932, considerada a composição que fixou o estilo da marchinha carnavalesca carioca, é na verdade uma adaptação do compositor Lamartine Babo do frevo Mulata, dos pernambucanos Irmãos Valença. A primeira gravação com o nome do gênero foi o Frevo Pernambucano (Luperce Miranda/ Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, Vamo se Acabá, de Nelson Ferreira pela Orquestra Guanabara recebia a classificação de frevo. Dois anos antes, ainda com o codinome de "marcha nortista", saía do forno o pioneiro Não Puxa Maroca (Nelson Ferreira) pela orquestra Victor Brasileira comandada por Pixinguinha.

Ases da era de ouro do rádio como Almirante (numa adaptação do clássico Vassourinhas), Mário Reis (É de Amargar, de Capiba), Carlos Galhardo (Morena da Sapucaia, O Teu Lencinho, Vamos Cair no Frevo), Linda Batista (Criado com Vó), Nelson Gonçalves (Quando é Noite de Lua), Cyro Monteiro (Linda Flor da Madrugada), Dircinha Batista (Não é Vantagem), Gilberto Alves (Não Sou Eu Que Caio Lá, Não Faltava Mais Nada, Feitiço), Carmélia Alves (É de Maroca) incorporaram frevos a seus repertórios. Em 1950, inspirados na energia do frevo pernambucano, a bordo de uma pequena fobica, dedilhando um cepo de madeira eletrificado, os músicos Dodô & Osmar fincavam as bases do trio elétrico baiano que se tornaria conhecido em todo o país a partir de 1979, quando Caetano Veloso documentou o fenômeno em seu Atrás do Trio Elétrico.

Invasão no carnaval
Em 1957, o frevo Evocação No. 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco Batutas de São José (o chamado frevo de bloco) invadiria o carnaval carioca derrotando a marchinha e o samba. O lançamento era da gravadora local, Mocambo, que se destacaria no registro de inúmeros frevos e em especial a obra de seus dois maiores compositores, Nelson (Heráclito Alves) Ferreira (1902-1976) e Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa, 1904-1997). Além de prosseguir até o número 7 da série Evocação, Nelson Ferreira teve êxitos como o frevo Veneza Brasileira, gravado pela sambista Aracy de Almeida e outros como No Passo, Carnaval da Vitória, Dedé, O Dia Vem Raiando, Borboleta Não É Ave, Frevo da Saudade. A exemplo de Nelson, Capiba também teve sucessos em outros estilos como o clássico samba canção Maria Bethânia gravado por Nelson Gonçalves em 1943, que inspiraria o nome da cantora. Depois do referido É de Amargar, de 1934, primeiro lugar no concurso do Diário de Pernambuco, Capiba emplacou Manda Embora Essa Tristeza (Aracy de Almeida, 1936), e vários outros frevos que seriam regravados pelas gerações seguintes como De Chapéu de Sol Aberto, Tenho uma Coisa pra lhe Dizer, Quem Vai pra Farol É o Bonde de Olinda, Linda Flor da Madrugada, A Pisada É Essa, Gosto de Te Ver Cantando.

Cantores como Claudionor Germano e Expedito Baracho se transformariam em especialistas no ramo. Um dos principais autores do samba-canção de fossa, Antônio Maria (Araújo de Morais, 1921-1964) não negou suas origens pernambucanas na série de frevos (do número 1 ao 3) que dedicou ao Recife natal. O gênero esfuziante sensibilizou mesmo a intimista bossa nova. De Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Frevo) a Marcos e Paulo Sérgio Valle (Pelas Ruas do Recife) e Edu Lobo (No Cordão da Saideira) todos investiram no (com)passo acelerado que também contagiou Gilberto Gil a municiar de guitarras seu Frevo Rasgadoem plena erupção tropicalista.

A baiana Gal Costa misturou frevo, dobrado e tintura funk (do arranjador Lincoln Olivetti) num de seus maiores sucessos, Festa do Interior (Moraes Moreira/ Abel Silva) e a safra nordestina posterior não deixou a sombrinha cair. O pernambucano Carlos Fernando, autor do explosivo Banho de Cheiro, sucesso da paraibana Elba Ramalho, organizou uma série de discos intitulada Asas da América a partir do começo dos 80. Botou uma seleção de estrelas para frevar: de Chico Buarque, Alcione, Lulu Santos e Gilberto Gil a Jackson do Pandeiro, Elba e Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Alceu Valença. Entre os citados, Alceu, Zé e Geraldo mais o Quinteto Violado, Lenine, o armorial Antonio Nóbrega e autores como J. Michiles, mantêm no ponto de fervura o frevo pernambucano. Mesmo competindo com os decibéis – e o poder de sedução – do congênere baiano.

Escrito por suvaco às 19h39
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